On 10:10 by Koji Sakamoto   2 comments

Tem um história de um rapaz que acompanhei. Ele fazia comigo um curso que costuma dar a empresários sobre “A Empresa do Ser”. Em meio a uma conversa, ele acabou desabafando comigo sobre seu casamento e o relacionamento com a esposa. “Quando fiz o curso para empresários do Sr. Sakamoto, esperava obter um melhor desempenho  nas relações com os clientes. Minhas relações comerciais e pessoais andavam muito mal, não sabia porque, mas culpava os outros pelos problemas que estava passando. Achei que ia acabar sem clientes. Na verdade estava acabando mesmo sem clientes e sem relacionamentos. Sempre olhava para fora de mim, achando que todos em volta estavam com problemas. TUDO SEMPRE ESTÁ DENTRO DE NÓS,  na forma como vemos as coisas, no sentimento que nos liga a tudo. Eu nunca tinha parado para agradecer...

Como parte da prática do curso de empresários, o Sr. Sakamoto nos deu a tarefa de falar 10 “muito obrigado”por dia(anotando sistematicamente num papel cada “muito obrigado”!). Mas não parava aí: tinha, também, que receber 10 obrigados por dia! Isso já me fez começar a perceber o quanto meu sentimento passava longe disso. Quando ele deu a prática, achei que fosse simples, mas no dia a dia, fazer isso entrar na nossa rotina, sem falhar, não é fácil não. Mas já foi um início de aprender a ter gratidão por tudo e todos. Isso foi iniciando uma mudança de paradigma no meu dia a dia.
Outra prática foi a de escolher uma pessoa com a qual estivesse tendo problemas para enumerar 20 qualidades dessa pessoa. Fui orientado a escolher minha esposa, da qual estava separado há poucos meses, a maior fonte de conflitos na época. O Sr. Sakamoto me disse que assim estaria limpando o espírito para novos relacionamentos.
Recém separado, após 10 anos de casado, tudo o que eu queria eram novos relacionamentos, me sentia livre e queria aproveitar minha nova vida de solteiro. Nem precisa dizer o quanto foi difícil, naquele momento eu não conseguia ver uma só qualidade nela(a iniciativa da separação partiu de mim). Toda semana eu prometia a entrega do trabalho com as 20 qualidades para a semana seguinte. Pensei: se conseguir enumerar 20 qualidades nela, vai ser fácil conseguir isto com meus clientes, afinal foi para isso que resolvi frequentar aquele curso.
O curso explicava a relação de Causa e Efeito, de uma forma muito clara e objetiva, sem doutrinações. Como alguém pode querer atender a um cliente sem desejar ajudá-lo e ao seu negócio? Todos aqueles conceitos do “empresário do ser” quebraram paradigmas. Aprendi como tornar-me um melhor filho, pai, empresário, fornecedor, cliente, marido (ex-marido), namorado, etc. Aprendi a aceitar os defeitos dos outros e a aceitar melhor os meus defeitos.
Realizei as práticas propostas no curso e elas promoveram uma quebra nos vícios de relacionamento que me levaram aos problemas que estava tendo. Agora estava pronto para preencher as 20 qualidades da minha (ex) mulher e finalmente entreguei a tarefa.
Um mês depois de entregar a tarefa ao Sr. Sakamoto estava morando novamente com minha mulher! Esta era uma situação impossível de se imaginar, uma vez que nunca vivemos bem, as brigas eram constantes e resultaram na separação. Ela me aceitou e eu a aceitei e desde então vivemos num clima de lua de mel, e já se passaram 3 anos.”
On 05:25 by Koji Sakamoto   1 comment
Há alguns dias recebi um comentário em que a leitora relata que já leu por algumas vezes o meu livro.  Parabenizei-a pela prática, e comentei que cada vez que lemos, nos aproximamos  mais do sentimento e do desejo do autor. Começamos a entender o verdadeiro sentido daquilo que foi escrito.

Realmente é muito interessante, sentimos  sabor em ler um livro. O mesmo acontece quando mastigarmos por muitas e muitas vezes um alimento, aí sim começamos a perceber o seu verdadeiro sabor. Como nos transmitiu Mokiti Okada, quando mastigamos o arroz japonês (sem tempero) por muitas e muitas vezes, começamos o sentir o verdadeiro sabor do arroz.

Comecei a entender um fenômeno muito interessante que ocorre com os leitores de livros principalmente de auto-ajuda, que apesar de serem os títulos mais vendidos do mundo, não resolvem o maior problema das pessoas que é a auto-estima.
Percebo que se continuarem assim, essas edições serão inesgotáveis, pois, a reação das pessoas têm sido a mesma quando sai um novo livro. Quando o lêem acham que é o melhor dentre todas as edições, mas os seus problemas continuam.

Portanto, a leitura ocorre de maneira superficial, não aprofundando como deveria até entender o sentimento do autor. Se assim fosse o leitor seria beneficiado sendo atendidas todas as suas necessidades. Sinto que todos os autores têm o desejo de ajudar as pessoas através de suas experiências, mas muitas vezes não conseguem alcançar esse objetivo.

Uma vez ouvi que para uma pessoa assimilar com profundidade o conteúdo de um livro precisaria ler no mínimo cem vezes. Realmente é muito interessante, quando lemos um livro pela primeira vez, temos uma visão e compreensão, quando lemos pela segunda vez, temos a sensação que alguma parte do livro não havia sido lida, ou não a teríamos compreendido e assim por adiante até a última leitura. Parece que a percepção de novas informações nunca acaba.

Gostaria que fizessem uma experiência, escolhessem um livro e o lessem pelo menos cinqüenta vezes e depois avaliassem o resultado. Este será imprevisível. Assim vocês redescobrirão excelentes livros que compõem as suas bibliotecas.
Toda leitura precisa trazer algum resultado.
On 05:24 by Koji Sakamoto   No comments

Prática simples que deveria ser exercitada no cotidiano. ”Hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje” pensamento ensinado por Mokiti Okada. Um dia ouvi do meu superior uma frase um pouco esquisita, mas que foi muito importante para mim “SEMPRE EXISTE MELHOR DO QUE MELHOR”. Isso quer dizer que para tudo que fazemos, é sempre possível fazer melhor.

O ser humano tem uma facilidade muito grande de se acomodar principalmente quando consegue alcançar metas propostas por ele.
Esse espírito progressivo, nós encontramos na natureza. Basta observarmos uma árvore que cresce constante e permanentemente seguindo seu ciclo, aparecem os brotos, as folhas, as flores, as sementes, que depois caem dando origem a novos elementos. Cada vez que isso acontece a árvore cresce e se renova.

Será que o homem não poderia imitar a natureza e tornar-se o melhor naquilo que faz?
Nas olimpíadas, os atletas por melhores que sejam, sempre estão em busca de bater seus próprios recordes.
Lembro-me sempre de uma frase que ficou marcada em minha memória lida há mais de cinquenta anos que dizia “TODOS OS DIAS, SOB TODOS OS PONTOS DE VISTA, VOU CADA VEZ MELHOR” (Emilio Couê).
Vamos então a partir de hoje, praticar a citação acima. Vamos nos tornar os melhores naquilo que fazemos.
On 05:24 by Koji Sakamoto   No comments
É deixar de lado o apego, é uma prática que venho desenvolvendo até hoje. O apego é irmão gêmeo do egoísmo.
Para  desapegar, é preciso exercitar o altruísmo, isto é, pensar e agir em benefício do outro. O apego faz com que acumulemos tantas coisas, materiais, emocionais e até espirituais, carregando-as para lá e para cá.
Só que esse acúmulo ocupa espaço físico, emocional e espiritual não deixando espaço para o novo. Ficamos entulhados de coisas velhas antigas e até inúteis. Ele atrapalha até o namoro, como o caso que vou relatar agora...

Um dia uma pessoa veio me perguntar porque não conseguia namorar mais, após ter terminado um relacionamento. Era jovem, bonita e inteligente, mas não conseguia atrair alguém para um namoro sério. Expliquei-lhe que o seu coração estava ocupado com alguém e assim não tinha lugar para outro. É uma lei da física (dois objetos não podem ocupar o mesmo espaço simultaneamente).
Ela respondeu que não havia ninguém, pois seu último namoro foi bem resolvido.
Então disse-lhe que algo deveria estar provocando toda essa situação. Prontamente respondeu que tinha algumas cartas e fotos guardadas como lembrança dos meus ex-namorados. Orientei-a que certamente esta prática estava atrapalhando muito e que seria bom eliminar todos esses guardados para se desapegar do passado mesmo tendo boas recordações.
Demorou muito para ela praticar o que orientei, mas alguns meses depois,  num domingo de manhã, leu todas as cartas, e rasgou uma a uma em prantos. Após essa prática se sentiu aliviada, parecendo que havia retirado um enorme peso do físico, do emocional e do espiritual.
Após seis meses dessa faxina, ela começou um relacionamento com um empresário e estava muito feliz.

Será que você também não tem coisas velhas, inúteis, estragadas, fora de moda ou em excesso para serem doadas, vendidas e jogadas fora? Além de mágoas, tristezas e sofrimentos que marcaram a sua vida?
Vamos fazer a faxina e levarmos somente o que é útil e importante para o momento de hoje?
Mãos a obra.
Não se esqueçam de deletar os e-mails da sua caixa postal.
On 17:55 by Koji Sakamoto   No comments

Fico muito preocupado quando ouço indiscretamente conversas das pessoas, vejo ou leio entrevistas nas revistas, rádio, TV e internet de pessoas famosas que muitas vezes são referência para a sociedade, falando como se fossem viver eternamente, deixando de VIVER A VIDA.
Muitas vezes deixamos as coisas importantes, do dia a dia sempre para amanhã, semana que vem, o mês que vem e até o ano que vem, imaginando a perenidade, esquecendo que o homem nasce, cresce e morre um dia sem data marcada, muitas vezes não seguindo a lógica da idade.
Uma vez ouvi dizer que quando a pessoa está na iminência da morte passa um “filme na mente” de tudo que fez nesta vida, tanto as coisas boas como as coisas ruins, sem maquiagem ou argumentações  que assusta muito, principalmente aquilo que não foi feito a missão que não foi cumprida.
O poema ILUSÕES DA VIDA, de Francisco Otaviano de Almeida Rosa, retrata um pouco essa realidade:
Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem,
Só passou pela vida – não viveu.
Tudo isso nos remete para uma realidade que não estamos vivenciando ou percebendo no nosso cotidiano em razão de diversas circunstancias da nossa vida.
Se algum mensageiro de Deus nos comunicasse que teríamos um ano de  vida, será que a nossa forma de viver seria a mesma de hoje? Não fazendo como deveria fazer, deixando as coisas para depois, não fazendo felizes as pessoas que convivemos, não sentir gratidão pela vida e principalmente não priorizando as práticas mais importantes?
Se esse tempo fosse diminuído para seis meses, certamente melhoraríamos ainda mais a nossa postura e principalmente as nossas práticas diárias. Se fosse reduzido ao extremo de 24 horas, como seria a nossa reação? Certamente nos aproximaríamos mais de Deus, limparíamos o nosso interior de mágoas e procuraríamos perdoar e agradecer à todas as pessoas, que por alguma razão deixamos de fazer.
Aqui vai uma sugestão, porque não viver cada dia como se fosse o último dia?
Viver cada dia intensamente, viver o dia de hoje, o presente, executar tudo que precisa ser feito, agradecer o que e a quem precisa ser agradecido, executar todas as suas tarefas não deixando nenhuma pendência, estar com a família, conversar com aquele amigo que há tempos você não conversa , visitar alguém que você está sempre prometendo e nunca tem tempo para cumprir enfim viver cada momento do seu dia como se fosse o último.
Não viva o dia de hoje pensando em como será amanhã ou pendurado no passado, lembre-se de que ontem é um pássaro que já voou, amanhã é um pássaro ainda não capturado, mas hoje é o pássaro que está em suas mãos, dê vida à ele.     
Certamente assim você estará vivendo a vida, na sua família, no seu trabalho e na sociedade, cumprindo plenamente a missão determinada por Deus.